TSE inova com W/Brasil
Seis comerciais integram a campanha que surgiu com o objetivo de conscientizar o cidadão sobre o voto nas eleições deste ano. Os filmes fazem analogias sobre oportunidades que podem ser perdidas caso não haja reflexão correta sobre a escolha de um candidato. “Acho que conseguimos inovar e a repercussão foi surpreendente”, confessou o orgulhoso criativo envolvido na campanha, Marcelo Conde.
Segundo ele, o resultado se deve também à influência do ministro Carlos Ayres Britto, do TSE, que havia pedido uma mensagem leve para excluir o peso da obrigação do voto e “desilusão das pessoas” com relação aos políticos. Conde ressaltou que a preocupação de Britto era a de destoar da qualidade comum dos vídeos do horário eleitoral. O publicitário contou que uma das exigências requisitava produções mais elaboradas, também para minimizar a possibilidade de Partidos tentarem copiar a imagem do Tribunal nas campanhas dos candidatos.
Como surgiu
O fato de a W/Brasil ter assinado a criação das peças foi outra inovação. Em respeito a valores internos, a agência costuma manter distância de ações políticas, mas nesse caso abriu uma exceção. Tudo começou com um pedido de Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta, ao amigo Olivetto, que aceitou ceder sob uma única condição: de que o trabalho fosse uma doação ao TSE, um movimento voluntário. A partir de então, a FPA atuou em parceria com a Zeppelin na coordenação e produção dos comerciais, preocupados em contar histórias de pessoas.
Detalhes acertados, começaram a ser veiculados "Cometa", "Carro", “Abelhas”, “Sapateado", "Círculos" e "Emoções". Por lei, as emissoras de TV aberta são obrigadas a exibir diariamente dez minutos de propaganda do TSE. Conde diz que esse foi um dos motivos pelos quais a agência optou em prolongar para um minuto a duração dos vídeos, em um mercado acostumado com o modelo 30 segundos. “Tínhamos que contar histórias de pessoas e trinta segundos é pouco para isso. Tinha emoção envolvida”, declara. Outro fator importante foi a preocupação em não incomodar o telespectador com 20 veiculações diárias, ao invés da metade.
No entanto, a redução em nada atrapalhou o resultado. “Recebemos até ligações de profissionais de outras agências elogiando as peças. Além disso, já ouvi pessoas falando bem da campanha em bares e restaurantes. Tudo isso nos deixa muito feliz”, resumiu.
Diante do cenário otimista, o publicitário disse que ainda nem teve tempo para pensar sobre a inscrição das peças na concorrência por prêmios. Entretanto, deu pistas de que isso deve acontecer. “Não discutimos isso ainda, mas não vejo problema nenhum”, completou.
Marcelo Gripa - Adnews
