27.8.08

TSE inova com W/Brasil


O telespectador que é obrigado a assistir diariamente pobres produções no horário eleitoral é o mesmo que vê os filmes da campanha do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Embora ambos abordem política, há uma diferença essencial entre eles: a influência da agência W/Brasil, de Washington Olivetto, publicitário vencedor de 48 Leões no Festival Internacional de Publicidade de Cannes.

Seis comerciais integram a campanha que surgiu com o objetivo de conscientizar o cidadão sobre o voto nas eleições deste ano. Os filmes fazem analogias sobre oportunidades que podem ser perdidas caso não haja reflexão correta sobre a escolha de um candidato. “Acho que conseguimos inovar e a repercussão foi surpreendente”, confessou o orgulhoso criativo envolvido na campanha, Marcelo Conde.

Segundo ele, o resultado se deve também à influência do ministro Carlos Ayres Britto, do TSE, que havia pedido uma mensagem leve para excluir o peso da obrigação do voto e “desilusão das pessoas” com relação aos políticos. Conde ressaltou que a preocupação de Britto era a de destoar da qualidade comum dos vídeos do horário eleitoral. O publicitário contou que uma das exigências requisitava produções mais elaboradas, também para minimizar a possibilidade de Partidos tentarem copiar a imagem do Tribunal nas campanhas dos candidatos.

Como surgiu

O fato de a W/Brasil ter assinado a criação das peças foi outra inovação. Em respeito a valores internos, a agência costuma manter distância de ações políticas, mas nesse caso abriu uma exceção. Tudo começou com um pedido de Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta, ao amigo Olivetto, que aceitou ceder sob uma única condição: de que o trabalho fosse uma doação ao TSE, um movimento voluntário. A partir de então, a FPA atuou em parceria com a Zeppelin na coordenação e produção dos comerciais, preocupados em contar histórias de pessoas.

Detalhes acertados, começaram a ser veiculados "Cometa", "Carro", “Abelhas”, “Sapateado", "Círculos" e "Emoções". Por lei, as emissoras de TV aberta são obrigadas a exibir diariamente dez minutos de propaganda do TSE. Conde diz que esse foi um dos motivos pelos quais a agência optou em prolongar para um minuto a duração dos vídeos, em um mercado acostumado com o modelo 30 segundos. “Tínhamos que contar histórias de pessoas e trinta segundos é pouco para isso. Tinha emoção envolvida”, declara. Outro fator importante foi a preocupação em não incomodar o telespectador com 20 veiculações diárias, ao invés da metade.

No entanto, a redução em nada atrapalhou o resultado. “Recebemos até ligações de profissionais de outras agências elogiando as peças. Além disso, já ouvi pessoas falando bem da campanha em bares e restaurantes. Tudo isso nos deixa muito feliz”, resumiu.

Diante do cenário otimista, o publicitário disse que ainda nem teve tempo para pensar sobre a inscrição das peças na concorrência por prêmios. Entretanto, deu pistas de que isso deve acontecer. “Não discutimos isso ainda, mas não vejo problema nenhum”, completou.

Marcelo Gripa - Adnews


26.8.08

Concordo. E vocês?

Restrições à propaganda infantil ganham força


Milú Vilela saiu em defesa do público infantil, ou melhor, das restrições à propaganda que se dirige a esse público, alvo de uma indústria que movimenta US$ 15 bilhões por ano.

A presidente do Faça Parte - Instituto Brasil Voluntário, expressou opinião em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, no qual questiona os problemas da comunicação direcionada às crianças, público cuja maturidade cognitiva ainda está em formação.

Confira na íntegra:

"Publicidade não deve poder tudo

O Adolescente que assalta para ter o tênis de marca que viu na televisão, o menino obeso que pressiona a mãe no supermercado para experimentar as últimas novidades com gordura trans e a menina sexualmente precoce que até consegue ir à escola sem comer, mas não sem a maquiagem no rosto são, na verdade, presas fáceis de uma mesma armadilha de apelo ao consumo. São reféns de uma situação grave e preocupante que, no Brasil, não foi ainda tratada com a urgência necessária, considerando os impactos negativos que provoca e ainda poderá provocar na formação educacional das futuras gerações.

Público-alvo de uma indústria que movimenta algo em torno de US$ 15 bilhões por ano, as crianças transformaram-se em um mercado altamente lucrativo. Por conseqüência, tornaram-se objeto do desejo de marcas poderosas que vendem tudo, de biscoitos baratos a "games" caros. Seus hábitos, gostos e comportamentos passaram a integrar estudos de marketing.

Desenvolver uma mensagem capaz de despertar o impulso de consumir uma roupa, um sanduíche, um brinquedo ou até mesmo produtos que nunca fizeram parte do seu universo, como maquiagem, passou a ser um desafio para criadores de agências de propaganda de todo o mundo.

Você, assim como eu, já deve ter ouvido ou lido que o mercado infantil é um dos mais promissores do mundo. Dizem que as crianças influenciam a compra dos pais, que estão cada vez mais bem informadas para escolher produtos e serviços e que, portanto, a publicidade a elas dirigida é uma demanda natural de um novo mundo no qual, assim como os adultos, elas devem ter o direito de consumir. Por trás desse discurso, no entanto, esconde-se o equívoco de tratá-las como adultos em miniatura. A publicidade dirigida a crianças deve, sim, ter limites. E limites muito claros.

Ao contrário dos adultos, as crianças não possuem maturidade cognitiva para compreender uma mensagem comercial em toda a sua amplitude. Não dispõem de mecanismos para fazer a necessária crítica aos apelos para o consumo. Quando pequenas, não conseguem diferenciar um comercial de brinquedo de um programa de entretenimento. Mas, a todo momento, são submetidas a uma bateria de mensagens comerciais cujo objetivo nada disfarçado é estimular o consumo de produtos e serviços de que não necessitam.

Consumir a última novidade passa, portanto, a ser uma necessidade em si. E uma atividade geradora de tensão permanente. Para as crianças cujos pais têm bom poder aquisitivo, a tensão está em adquirir sempre mais. Para aquelas que nascem em famílias de baixa renda, a tensão decorre do fato de não poder ter aquilo que a propaganda vende como uma aspiração natural de toda criança. Os resultados sociais desse quadro são visíveis. Mais visíveis ainda são os estragos causados na saúde, na qualidade de vida, no grau de instrução e na convivência.

Os resultados dessa publicidade também atingem algo muito precioso e caro a uma criança e, conseqüentemente, ao seu comportamento na fase adulta, o universo onírico. Que é, em quaisquer circunstâncias, a maneira única e legítima de ela imaginar e criar um mundo que não pode ser imposto, mas construído por suas próprias regras. É fantástica a capacidade que uma criança tem de transformar as coisas mais simples em algo apropriado para sua diversão -por exemplo, torna um pedaço de madeira ou uma folha seca em um cenário harmonioso, em que pode passear, brincar sem perigo e com alegria.

Portanto, precisamos respeitar e preservar esse universo lírico como um valor que constitui a criança e que a faz, de fato, ser o que é -o que tem de diferente do adulto. É hora de repensar, sob o crivo da ética, a publicidade destinada às crianças. A ética do respeito à sua integridade física e emocional. A ética da proteção dos seus direitos elementares. Uma análise mais detida da Constituição, do ECA e do Código de Defesa do Consumidor fornece elementos suficientes para estabelecer regras restritivas à propaganda infantil.

Essa não é uma causa apenas dos profissionais que trabalham diretamente com a educação de crianças no Brasil. Mas uma causa de todos nós -pais, mães, educadores, autoridades públicas, publicitários e dirigentes de empresas socialmente responsáveis."

MILÚ VILLELA, 61, é presidente do Faça Parte - Instituto Brasil Voluntário, embaixadora da Boa Vontade da Unesco e membro fundador e coordenadora do Comitê de Articulação do Compromisso Todos pela Educação, além de presidente do MAM e do Instituto Itaú Cultural."

21.7.08

Fluminense - 106 anos

9.6.08

Quando a gente não tem que morrer...

Não é propaganda mas vale a pena postar essa divertida montagem de vídeos em que pessoas escapam da morte por um triz.
Divertido... pra quem vê!

12.5.08

Nike: rala que rola!

Esse ótimo comercial da Nike faz um uso perfeito da câmera subjetiva. Pra quem joga bola, faz propaganda... uma beleza! rs

5.5.08

Comercial "censurado" do Burger King

Com a manjada técnica do "piiii" para indicar censura de palavrões, a MPM aposta na internet para vender o sanduíche. Além da veiculação tradicional na MTV e Record, a peça já conta com milhares de acessos no youtube.
É esperar e contar pra ver...

22.4.08

E o filme da Sony Bravia Paint ? Dá pra comparar?

Só para efeito de comparação criativa: qual filme da Sony é melhor? O "Paint" ou o "Espuma"?
Pessoalmente, não posso deixar de preferir a plasticidade do "Paint". Mas temos que reconhecer que a ação que envolveu o "mar de espuma" foi inteligente.